Manaus (AM) – A agente social Telma Lopes, 76 anos, a icônica Barbie do Amazonas, volta mais uma vez ao centro da polêmica ao conceder mais uma entrevista exclusiva à repórter Lady Galinha, no Portal do Carlos Araújo, relembrando fato marcante de sua vida ocorrido em 2015 envolvendo barraco, costura de madrugada, traições, pouca vergonha e uma guerra de vizinhança com a costureira Antônia Paquetá*, 50 anos, no bairro Santa Etelvina, zona Norte da capital amazonense.
A vizinha que tirava o sono da kitnet
Segundo Telma Lopes, a confusão começou no prédio de kitnets onde ambas moravam. A aposentada, na época com 65 anos, afirma que Antônia Paquetá tinha o hábito de ligar uma máquina de costura industrial em plena madrugada, produzindo um barulho capaz de acordar até quem dormia pesado.
“Ela é uma pessoa complicada, mal-educada, arrogante e muito metida. Quer ser grandes coisas, mas não se dá com ninguém”, relatou Telma.
A Barbie do Amazonas contou que tentou resolver a situação de forma civilizada, pedindo diversas vezes para a vizinha reduzir o barulho durante a noite.
“Conversei, pedi, falei… mas ela se achava no império. Não escutava ninguém”, disse.
A fama de fofoqueira e “rainha da cocada preta”
De acordo com Telma, Antônia também tinha fama de ser a principal fofoqueira do prédio e de manter proximidade com a dona do imóvel, o que, segundo ela, fazia a costureira agir como se tivesse autoridade sobre todos.
“Ela queria ser a rainha da cocada preta. Queria mandar em tudo e em todos. Mas é era puta de homem casado. O cara vinha sempre ‘comer’ ela”, disparou.
Telma afirmou ainda que a vizinha cultivava intrigas entre moradores e que muitos evitavam contato para não virar assunto.
“Ela ‘vivia’ de fofoca. Não era querida por ninguém no local”, declarou.
As acusações amorosas que incendiaram o barraco
Mas a briga ganhou contornos ainda mais explosivos quando Telma resolveu expor, em plena discussão, detalhes da vida amorosa da rival. Segundo a aposentada, Antônia mantinha um relacionamento com um homem casado — situação que já gerava comentários entre os moradores.
Como se não bastasse, Telma ainda afirmou que a costureira estaria vivendo um segundo romance secreto.
“Ela tem amante, sim! E ainda tá se encontrando escondido com outro homem sem o amante saber!”, teria gritado Telma durante o barraco, que observa a movimentação do prédio todo e de quem passava pelos corredores rumo a casa da arqui-inimiga.
As acusações, claro, fizeram a tensão aumentar instantaneamente. Moradores teriam começado a sair das casas e abrir janelas para acompanhar a cena.
A hipocrisia religiosa, segundo Telma
Outro ponto que revoltava Telma era o fato de Antônia se apresentar como evangélica do “sapatinho de fogo”.
Ainda de acordo com a Barbie do Amazonas, a costureira frequentava cultos, cantava alto e demonstrava fervor religioso. No entando, para ela, isso não se refletia em suas atitudes.
“Diz que é crente, canta, grita, faz o maior auê… mas não respeita ninguém, principalmente idoso. Ligava essa máquina de madrugada, fazia um barulho desgraçado, só para me atormentar. Eu, uma doce e inocente pessoa, com o coração contrito de amor e voltada ao evangelho. Eu sei onda está o ‘fogo’ dela e não é no sapato, não”, afirmou.
Telma foi ainda mais dura ao questionar a coerência da rival.
“Ela vai pra igreja, mas não tem nada a ver com Deus”, disse.

O dia em que a rua parou
O ápice da confusão aconteceu em uma discussão que, de acordo com moradores, virou espetáculo público.
A troca de gritos entre as duas teria sido tão intensa que praticamente toda a vizinhança apareceu para assistir. Em determinado momento, Telma perdeu a paciência e confrontou Antônia cara a cara, por sentir-se injustiçada com o barulho e “perseguida”.
“Eu tenho 30 anos de evangelho! Trinta anos! E tu não representa o evangelho em nada! Nada! Sua puta”, teria berrado.
A frase ecoou pela rua e, segundo testemunhas na época, gerou um silêncio de segundos antes da confusão recomeçar com ainda mais intensidade.
Polícia, denúncia e som alto
Telma também relembrou um episódio envolvendo fiscalização por poluição sonora. Segundo ela, denúncias contra Antônia por som alto fizeram uma equipe aparecer no local.
“Denunciaram ela. Quando viu o carro da fiscalização, correu pra pedir que não levassem o som dela”, contou. A aposentada diz que a vizinha quase teve equipamento apreendido.
Uma rivalidade inesquecível
Mesmo mais de dez anos depois, Telma ainda fala da antiga rival com impressionante riqueza de detalhes.
Entre costuras de madrugada, relacionamentos secretos, pregação religiosa e barracos memoráveis, a guerra entre Telma Lopes e Antônia Paquetá teria movimentado o Santa Etelvina como uma das maiores confusões de vizinhança já vistas no bairro.
Se a paz algum dia reinou naquela kitnet, ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: segundo Telma, o barulho da máquina de costura talvez tenha sido a parte menos barulhenta de toda essa história.
*Nome usado para preservar a identidade da personagem citada por Telma Lopes.
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