A agente social Telma Lopes, a Barbie Cabocla, 45 anos, relata momentos de terror ao enfrentar o bicho com um porrete nas mãos
Manaus (AM) – Foi na casa da agente social e líder comunitária Telma Lopes, a Barbie Cabocla, de 45 anos, na comunidade Jesus Me Deu, bairro Colônia Terra Nova, zona Norte da capital amazonense, que esse relato sobre uma das criaturas mais temidas da Amazônia, a terrível cobra grande, foi revelado.
Uma história que “Barbie” esconde há muitos anos, até que decidiu não ser mais “baú” para guardar segredos e chamou a repórter Lady Galinha, a ave do o povo, com exclusividade, para falar de seu encontro com o animal.
De acordo com a agente social, ela residia no município de Urucurituba (distante 212 km em linha reta de Manaus), na década de 1990. Telma Lopes era dona de um sítio e muita disposição para passear de rabeta – um pequeno motor de propulsão acoplado na popa de pequenas embarcações – com a qual nossa heroína “circulava” livremente em suas aventuras pelo rio, “girando” mais que “catraca” por águas urucuritubenses e sendo uma exímia pescadora, ao ponto de capturar, segundo ela, até “tambaqui com o dente”.
Porém, a “Barbie Cabocla” – apelido que ganhou de amigos quando trabalhou na famosa Mineração Taboca – uma das maiores empresas do ramo no Brasil, na Mina de Pitanga, em mil novecentos e “lá vai bolas”, em Presidente Figueiredo, também interior do Amazonas, jamais poderia imaginar que viveria um dos momentos mais excitantes, tenebrosos e que exigiriam dessa “Indiana Jones” muita disposição e coragem, quando encararia frente à frente um ser da “cabeçona” enorme, longa, grossa e esticada.
“Olha, você sabe, hoje eu repito este assunto, porque as pessoas que vivem na cidade só veem jacarezinho e cobrinha de igarapé. Mas, na realidade, o bicho ‘feio’ mesmo está lá na mata. Como eu morava lá em Urucurituba – e eu morava só – digo que foi a coisa mais real e Deus me deu livramento da morte. Foi cruel demais e tive que ter muita coragem”, relata.
A serpente era grande e grossa
Barbie Cabocla relata que, durante uma manhã, ao passear pelo conhecido “Lago do Arrozal”, precisou ir para uma das margens e acabou encostando em uma área de mata, descendo da embarcação. “Quando eu vi, perto de um matagal, na beira do lago, algo se mexer. Naquele momento, senti meu sangue gelar. De repente, aquele animal colocou a cabeça fora desse mato. Era uma serpente! A cabeça de uma onça adulta, era pequena na frente daquilo. Os dentes enormes. Realmente, a bicha tinha uma cabeçona”, conta.
Paralisada de pavor com a cabeça da serpente, Telma jamais imaginaria que o pior estava por vir. A criatura amedrontadora começa a tirar parte do corpo das negras águas do lago. “Fiquei toda arrepiada! Era muito grossa. Calculo que tinha, mais ou menos, uns doze metros. Realmente, muito grande! Ela vivia ali naquele lago. Eu nunca pensava de ver um bicho tão feroz e ‘feio'”, comenta.
Diante da “bichona”
A líder comunitária relata que, quando o animal a viu, rapidamente veio rastejando em sua direção, como as cenas do filme “Anaconda”. “Veio para cima de mim, mesmo. Ela queria me picar e se enroscar em volta de meu corpo. Olha a agonia! Eu tentava correr, não conseguia. Ia para um lado, ela ia. Ia para outro, ela ia. Me cercou de todo jeito. Aquele animal era muito inteligente. Me vi “apiruada”, sozinha na mata. Simplesmente, jamais pensei que ia dar de cara com uma serpente daquela envergadura. Tive que usar a cabeça”, lembra com lágrimas nos olhos.
Naquele momento de extremo pavor e, adiante da iminente morte, Telma Lopes só tinha como às costas o rio. “Eu não sabia se subia em uma árvore, pois ela poderia subir atrás de mim, tenho certeza absoluta. Quem diria que eu estaria enfrentando um negócio desses? Ninguém imagina. Quando consegui, percebendo um descuido dela, peguei minha espingarda, dentro da embarcação e consegui acertar dois tiros na bicha”, diz “Barbie”.

Fuga
Mesmo sendo acertada por dois tiros, a cobra grande não morreu. Sem conseguir que um tiros fosse na cabeça, a agente social percebeu que só tinha amolecido a serpente, por um momento. “Enquanto ela estava parada, se refazendo, pois as balas não perfuraram a pele dela, tive a iniciativa de dar partida no rabeta. Quem disse que eu tirei a embarcação do lugar? A cobra estava segurando o pequeno barco com o rabo e batia nele com toda violência. Peguei o remo e não contei conversa! Ela veio em cima de novo e, num ato de fúria, encarei a cobra de frente, ‘tacando’ uma remada na cara dela”, disse.
Com o golpe, a serpente ficou totalmente atordoada e soltou a embarcação. “Quando ela afundou, acelerei no rabeta e nem olhei para trás”, relata nossa heroína.

Memórias
Hoje, em 2026, Telma Lopes, pinta as memórias de um tempo em que o interior do Amazonas era seu refúgio e sente muitas saudades de Urucurituba, sua terra do coração. “Só que fiquei traumatizada de entrar na água. Vim para Manaus e continuo fazendo meus trabalhos como agente social e líder comunitária. Mas, nunca vou esquecer aquela serpente. Grande, cabeça, ‘roxona’ e olhos que pareciam pegar fogo”, finalizou.

OVNIS
Em sua próxima revelação, Telma Lopes, a “Barbie Cabloca” vai abrir ainda mais a caixa preta de sua aventuras, relevando um encontro real com extraterrestres em uma mata. “A nave parecia um funil, uma pirâmide”, contou.
E você? Já se encontrou com a cobra grande também ou viu ET’s? Conta pra gente!
*Uma reportagem original Lady Galinha, no Portal do Carlos Araújo
(Permitida a reprodução, desde que sejam dados os devidos créditos)
Leia mais:
Polêmica: conheça caso de abdução em MG, com “direito” a sexo com ET
Desabafo: para salvar casamento, mulher ch*p@va culh@o do marido no AM







