Jerônima Silva, 27 anos, prendeu a calcinha na catraca do coletivo, durante trajeto para o trabalho, em janeiro de 2025; passageiro encontrou adereço íntimo, devolveu e acabou se apaixonando por ela.
Manaus (AM) – O que começou como um simples esquecimento dentro de um ônibus, terminou em casamento. A história de amor entre a vendedora Jerônima Silva, de 27 anos, e o autônomo Antonino Mesquita, de 30, começou em janeiro de 2025, na Zona Leste de Manaus.
A repórter Lady Galinha, ela conta tudo, ao procurar a redação do Portal do Carlos Araújo para desabafar e mostrar que o amor pode surgir, de repente. Ela estava acompanhada do, agora, marido Antonino.
“Eu precisava revelar essa história. Por isso, procurei Lady Galinha”, afirma a mulher.
Naquele dia 02 de janeiro de 2025, Jerônima seguia para o trabalho quando, ao desembarcar do ônibus, percebeu que parte de sua roupa havia engatado na catraca do coletivo, por causa de um elástico que ficou preso.
“Quando entrei na loja onde sou vendedora – e eu estava de saia – senti um vento frio passando por baixo. Quando suspendi a saia, percebia que estava já sem calcinha, ficando apenas alguns fiapos dela na cintura. Juro por tudo de sagrado! Não tinha percebido nada, na hora. Deve ter sido quando passei na catraca e algo engatou, como um elástico. Puxei o corpo e fui embora”, afirma.
Porém, algo inesperado estava para ocorrer.
Cheiro de rosas
Acontece que, naquele dia, o autônomo Antonino Mesquita estava no mesmo ônibus quando também passou pela catraca e percebeu que um acessório vermelho estava preso nela. Ele também percebeu um cheiro que classificou como “inebriante.
“Cara, era uma calcinha vermelha de circunferência para 125 cm, tamanho 48. Conheço, porque já fui vendedor de lojas de roupas. Dela, vinha um cheiro enlouquecedor de rosas. Fiquei inebriado. Encantado”, desabafa.
Em vez de simplesmente ignorar o acessório, decidiu procurar uma maneira de devolvê-lo à proprietária. Foi quando percebeu que, no fundo da peça íntima, havia um detalhe.
“Estava costurado o endereço da dona: ‘Esta calcinha pertence a Jerônima Silva. Endereço tal, casa tal, bairro fulano de tal e wjatsapp tal. Dei uma cheirada! Cara, fiquei apaixonado. Que ‘bucet@ cheirosa”, afirmou.
Depois de entrar em contato com a dona da calcinha, o encontro para devolver o acessório acabou rendendo uma conversa. E foi aí que a história começou a tomar um rumo que nenhum dos dois poderia imaginar.
“Eu juro que jamais imaginei que um homem fosse bater na porta da minha casa com minha calcinha na mão”, diz Jerônima.
O que deveria durar apenas alguns minutos — o tempo necessário para devolver a peça íntima, virando uma aproximação.
Da devolução ao namoro
A partir daquele encontro, Jerônima e Antonino começaram a conversar com mais frequência. O contato que nasceu por causa da calcinha cheirando a rosas foi se transformando em amizade e, depois, em relacionamento.
A vendedora e o autônomo descobriram afinidades e passaram a compartilhar mais momentos. O que parecia ser apenas uma situação corriqueira do dia a dia acabou se tornando o início de uma nova fase na vida dos dois.
E a história terminou no altar
Com o passar do tempo, o relacionamento ficou sério e os dois decidiram se casar.
Assim, aquela calcinha que Jerônima esqueceu dentro de um ônibus acabou tendo uma função que nenhum aplicativo de transporte poderia prever: colocar duas pessoas no mesmo caminho.
Se a história fosse contada como uma lição de vida, talvez fosse esta: antes de descer do ônibus, confira se não esqueceu alguma coisa. Mas, se esquecer, pelo menos torça para que Antonino esteja por perto.
No caso de Jerônima, a calcinha voltou para casa. E, junto com ela, veio um marido. No fim das contas, ela revela como o cheiro fica “preso” na calcinha. “Lavo a ‘piriquita’ com sete pétalas de rosas, banhadas a leite”.







