Durante meses, a dona de casa, Raimunda Pedreira, 36 anos, acreditou que a funcionária, Clotilde da Silva, 56. era a responsável por deixar as peças íntimas “folgadas”. Verdade veio à tona da forma mais inesperada possível.
Manaus (AM) – Uma cena bombástica tomou conta de uma residência, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, na manhã da última segunda-feira (13/07). Após meses desconfiando da empregada doméstica, identificada apenas como *Clotilde da Silva, de 56 anos, a empresária *Raimunda Pedreira, 36, descobriu que o verdadeiro “mistério das calcinhas esticadas” estava dentro de casa.
Segundo a esposa, praticamente todas as semanas uma ou duas peças íntimas apareciam com o elástico mais largo do que o normal. “Eu dizia: ‘Não é possível! A Clotilde está experimentando minhas calcinhas’. Já estava até pensando em comprar um armário com cadeado”, contou à repórter Lady Galinha.
Sem imaginar que o culpado dividia a cama com ela, a empresária decidiu investigar. Foi então que, ao ouvir um barulho estranho vindo do banheiro, resolveu abrir a porta sem avisar.
A surpresa foi imediata. Lá estava o marido, *Sérgio, 45, diante do espelho, usando uma das calcinhas da esposa e tentando convencer a si mesmo de que “ainda cabia”.
Sem saída, o homem apenas olhou para Raimunda e teria dito:
— “Calma… eu só estava vendo se o tecido era confortável.”
A explicação não convenceu ninguém.
Revelações
Enquanto tentava processar a cena, a mulher começou a confrontar o marido sobre outras atitudes estranhas que já havia percebido ao longo dos últimos meses.
Foi então que decidiu verificar movimentações financeiras da empresa da qual era proprietária.
Segundo Raimunda, a surpresa foi ainda maior. Ela teria encontrado diversas transferências destinadas à manutenção de um apartamento no bairro Parque 10, em Manaus.
Ao aprofundar a investigação, descobriu que o imóvel era ocupado por um rapaz de 19 anos, chamado Julinho, cuja rotina era integralmente custeada com dinheiro retirado da empresa da esposa.
Entre aluguel, supermercado, internet, academia, aplicativos de transporte e compras pela internet, os gastos já representavam uma pequena fortuna.
Ao ser confrontado, o marido teria respondido apenas: “Era um investimento… emocional.”
A frase, naturalmente, não ajudou em nada.
“Não sou uma mulher homofóbica, mas não ceito é ser enganada. Fora da minha casa, desgraçado, traidor”, teria grito a empresária.
“Sempre soube… que era ‘veado'”
Quem também ficou revoltada foi Clotilde. Depois de meses sendo tratada como principal suspeita do chamado “Caso das Calcinhas Esticadas”, ela finalmente viu sua inocência ser reconhecida.
“Quase perdi meu emprego por causa de um cidadão que estava fazendo desfile particular no banheiro. Passei meses ouvindo indireta. Agora quero retratação, café reforçado e aumento. Eu sempre soube que ele era ‘veado’. Só ela que estava encegueirada de paixão. Casou por dinheiro com ela. Ainda falei pra ela abrir os olhos”, declarou a funcionária, cruzando os braços.
Clotilde ainda exigiu que seu nome fosse “limpo perante a comunidade da lavanderia” e que nunca mais dobraria uma peça íntima sem testemunhas.
A situação dentro da residência ficou insustentável.
Expulso
Ainda no mesmo dia, o marido teve suas malas colocadas na calçada. Testemunhas que não quiseram ser identificadas afirmam que ele saiu carregando apenas uma mochila, um travesseiro e uma sacola cuidadosamente fechada, cujo conteúdo ninguém quis confirmar.
Poucas horas depois, a empresária procurou um advogado para ingressar com um pedido de divórcio litigioso. Além do fim do casamento, ela passou a exigir a prestação de contas de todas as despesas realizadas com recursos da empresa, alegando que jamais autorizou o uso do dinheiro para manter outra residência.
Enquanto isso, Clotilde comemorava sua absolvição moral.
“Finalmente descobriram quem era o verdadeiro inimigo do elástico. Eu sabia que um dia a verdade ia aparecer.”
Ao final da descoberta, a empresária resume toda a situação com uma única frase:
— “Eu só queria entender por que minhas calcinhas estavam largas. Nunca imaginei que encontraria um desfile, uma vida dupla e um rombo nas contas da empresa. Como fui cega”, finaliza.
*Nomes usados para preservar a identidade dos entrevistados.
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