Caso ocorreu este ano em Santa Isabel do Rio Negro, interior do Amazonas e revelado pela mulher a repórter Lady Galinha.
Manaus (AM) – O que começou como uma simples desconfiança terminou se transformando em uma das histórias mais comentadas no início deste ano no município de Santa Isabel do Rio Negro, no interior do Amazonas.
A dona de casa Jerônima Santos*, de 50 anos, decidiu quebrar o silêncio e revelou, com exclusividade à repórter Lady Galinha, do Portal do Carlos Araújo, os detalhes de uma vingança que, segundo ela, mudou para sempre a vida do marido, Erinaldo Macaxeira*, de 55 anos.
O motivo? A descoberta de que o companheiro mantinha um relacionamento escondido não apenas com a irmã dela, Verusca Santos, de 30 anos, mas também com o próprio açougueiro do bairro onde moram na cidade.
“Quando descobri a minha irmã, achei que já tinha chegado no fundo do poço. Depois apareceu o Igor, um açougueiro ‘bombado’ e eu percebi que o poço tinha porão”, declarou Jerônima.
A primeira suspeita
Segundo a dona de casa, tudo começou quando Erinaldo passou a apresentar comportamentos considerados estranhos.
“Ele saía para comprar pão e voltava três horas depois. Dizia que tinha fila na padaria. Eu moro numa cidade pequena. A fila tinha que estar dando volta no Amazonas inteiro”, contou.
A situação ficou ainda mais suspeita quando Verusca passou a visitar a casa quase diariamente.
“Ela chegava sem avisar, fazia café, lavava louça, mexia na geladeira e até brigava comigo. Parecia que eu era a visita. Além do mais, vinha com um shortinho ‘enterrado’ no cú e passeava na frente do Erinaldo ”, relembrou.
A descoberta da irmã
Jerônima afirma que a verdade apareceu depois que encontrou mensagens comprometedoras no celular do marido.
“Quando li aquelas mensagens, quase engoli a dentadura. Era coraçãozinho para todo lado. Sem contar, que ele afirmava adorar ‘chupar a buceta’ dela e que, naquela noite que eu tinha ido para igreja, foi uma delícia ‘comer’ ela de ‘quatro’ na nossa cama”.
A mulher conta que confrontou a irmã imediatamente.
“Perguntei dessa puta safada se ela tinha vergonha na cara. Ela respondeu que era amor verdadeiro. Amor verdadeiro uma ova. Era preguiça de procurar namorado, trairagem, putaria.”
Após a discussão, as duas ficaram meses sem se falar. Moradores da região relatam que, desde então, quando as duas se encontram na rua, uma atravessa para a outra calçada.
“Parece duelo de faroeste”, comentou um Marivaldo Maia, de 45 anos, dono de um mercadinho local.
O surgimento do açougueiro
Quando acreditava já ter descoberto tudo, Jerônima recebeu uma nova informação.
“Uma amiga me perguntou por que o Igor, o ‘garotão’ bombado do açougue, de uns 24 anos, visitava minha casa três vezes por dia. Achei estranho.”
A dona de casa resolveu investigar. “Comecei a observar. O homem entregava aparecia com contas que nem existiam. Um dia chegou, chegou com um pacote de picadinho e dois quilos de linguiça.”
Segundo Jerônima, a situação ficou evidente quando encontrou bilhetes românticos trocados entre Erinaldo e Igor.
“Naquele momento eu percebi que o problema não era amor. Era uma promoção: levou um, ganhou outro. Fora que Igor dizia no bilhete que o ‘pau’ do meu marido era muito gostoso de ‘mamar’ e que já tinha dado o ‘rabo’ várias vezes na vida, mas igual como era com ele, não tinha. Eu não podia acreditar. Era duplamente corna e meu marido ‘gillete’ e eu não sabia”.
A procura pelo pajé
Cansada da situação, Jerônima decidiu procurar um pajé bastante conhecido na região.
“Eu não queria barraco, polícia nem audiência familiar. Queria uma solução espiritual. Queria vingança, que ele mijasse sangue, sentisse dor e agulhadas e sofresse, enquanto me deleitava com este sofrimento dele.”
Ela afirma que levou ao ritual uma fotografia do marido, pentelhos “catados” na cueca dele e uma banana pacovã.
“O pajé olhou para a banana e disse que era exatamente o que precisava.”
O feitiço das agulhas e da banana pacovã
De acordo com Jerônima, o ritual ocorreu durante a madrugada.
A banana pacovã foi colocada sobre uma mesa de madeira enquanto várias agulhas eram espetadas nela durante rezas e cantos tradicionais, com os ‘ingredientes’ todos dentro da fruta e uma linha preta amarrada nela.
“O pajé falou que cada agulha representava uma traição.” De acordo com Jerônima, em determinado momento faltaram agulhas. “Ele teve que abrir outro pacote. Foi quando percebi que meu problema era maior do que eu imaginava.”
O ritual teria durado quase duas horas.
“No final, o pajé bateu na mesa e disse: ‘Está resolvido’. Eu voltei para casa até mais leve. E ele me garantiu que eu iria rir por último”.
Os efeitos imediatos
Jerônima garante que os resultados surgiram rapidamente. “Ele chegou em casa estranho. Parecia um peixe fora d’água.”
Segundo ela, Erinaldo teria reclamado de uma súbita falta de disposição, dores ao urinar e o ‘bicho’ que não subia de jeito nenhum. “Disse que o motor não pegava mais. Eu respondi que talvez estivesse faltando combustível espiritual. A minha maior alegria foi ver ele gritando e mijando até sangue. Foi a vários médicos, fez vários exames e não apareceu nada”.
A dona de casa também afirma que o Erinaldo passou a dedicar mais tempo à pescaria, ao quintal e aos programas de televisão. “Hoje ele dorme cedo, acorda cedo e conversa com as galinhas. Virou praticamente um aposentado emocional. Não pode nem pensar em f*uder que dói”.
O destino dos envolvidos
Sobre Verusca, Jerônima diz que a irmã desapareceu das rodas de conversa da cidade. “Ela andava toda produzida. Agora vive quietinha. Acho que cansou da fama.”
Já o açougueiro, teria conhecido outro “boy”.
“Ouvi dizer que até fugiu com o cara”, diz a mulher.
O que diz Erinaldo
Procurado pela reportagem, Erinaldo Macaxeira negou qualquer relação entre o suposto feitiço e sua atual condição. “Isso é invenção. Deve ser estresse.” Questionado sobre os relacionamentos, ele preferiu encerrar a entrevista. “Não tenho nada para declarar.”
Jerônima não se arrepende
Ao final da conversa, a repórter Lady Galinha perguntou se ela pretende desfazer o ritual.
Jerônima foi direta: “Desfazer? Depois de tudo que ele aprontou? Nem pensar.” E completou: “Se um dia ele virar santo, construir uma igreja e doar metade dos bens para caridade, eu penso no assunto. Até lá, fica do jeito que está.”
Antes de encerrar a entrevista, a dona de casa deixou uma mensagem para outras pessoas traídas:
“Não recomendo vingança. Recomendo inteligência. Mas se encontrar uma irmã dessas e um marido igual ao meu, converse com um especialista. No meu caso, o especialista usava cocar.”
*Nome usado para preservar a identidade dos entrevistados.
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