Manaus (AM) – O Judiciário do Amazonas, em primeira instância, condenou Alcenor Alves Soeiro a uma pena superior a 178 anos de reclusão por crimes sexuais cometidos contra 12 alunos. Os fatos, segundo a decisão, ocorreram entre os anos de 2011 e 2018.
Contexto das acusações
De acordo com os autos e denúncias reunidas no processo, os crimes teriam sido praticados no ambiente de treinos de jiu-jitsu, onde o acusado exercia função de professor e detinha posição de autoridade sobre os alunos.
As vítimas eram, em sua maioria, jovens atletas que frequentavam a academia sob orientação técnica do condenado.
Gravidade da condenação
A pena aplicada é considerada uma das mais altas já registradas no estado do Amazonas em casos envolvendo crimes sexuais. A decisão judicial reconhece a repetição das condutas e a vulnerabilidade das vítimas como fatores que agravaram a sentença.
Repercussão no meio esportivo
O caso ganhou repercussão no cenário do jiu-jitsu em Manaus, levantando discussões sobre a necessidade de maior fiscalização e mecanismos de proteção dentro de academias e instituições esportivas.
O ambiente de treinamento, marcado por hierarquia e confiança entre professor e aluno, é apontado como um dos fatores que teria facilitado a aproximação e manutenção das condutas denunciadas.
Outras investigações relacionadas
Além do caso de Alcenor, outras denúncias envolvendo nomes ligados ao jiu-jitsu no Amazonas também passaram a ser investigadas, ampliando o debate sobre possíveis falhas estruturais no controle e na prevenção de abusos no esporte.
Impacto da decisão
A sentença passa a ser vista como um marco jurídico no enfrentamento a crimes sexuais dentro de ambientes esportivos. O caso reforça a responsabilização penal independentemente da posição social, técnica ou prestígio do acusado dentro da modalidade.
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