Coragem: por grana, mulher se casa com homem que há 10 anos não lavava o p3n1s

Manaus (AM) – Foi numa residência de alto padrão da zona Oeste de Manaus que encontramos a personagem desta matéria, de mais uma reportagem bombástica de Lady Galinha, a ave do povo.

Morando há 41 anos em um triplex, numa vida de dar inveja a qualquer um e adornada de jóias, a empresária Antônia Bittar*, 60 anos, conta que nem sempre foi assim. Natural de Eirunepé, interior do Amazonas, a mulher relata uma vida de dificuldades e que fez um sacrifício enorme para chegar ao topo.

Nascida em uma família humilde, com mãe lavadeira e pai agricultor, Antônia não pôde completar os estudos e ajudava no sustento da casa. “A gente passava necessidade demais. Meu pai conseguia muito pouco com a plantação de macaxeira e banana pacovã e mamãe fazia o que podia lavando roupas para fora. Eu queria estudar e não me conformava por não ter condições de comprar um simples shampoo e um sabonete. Queria algo melhor! Vir pra Manaus, fazer faculdade ou, quem sabe, um homem maravilhoso, bonito e, acima de tudo, rico, que pudesse me tirar daquela miséria em que vivíamos”, disse a empresária.

Ao completar 18 anos, os pais conseguiram juntar pequenas economias e mandar Antônia para Manaus. “Fui estudar e tentar um emprego. Porém, sem sucesso. Um mês depois, não queria telefonar e dizer que as coisas estavam dando errado. Meus pais ficariam arrasados. Foi então que resolvi fazer ‘programa’ e anunciar meus favores sexuais pelos classificados”, conta.

Vida de puta

Após dois meses fazendo programas sexuais e indo à casa dos clientes, já que era uma mulher muito bonita, a então jovem Antônia Bittar continuava inconformada. “Tinha virado puta. Era uma vida sacrificante, atendendo gente dos mais variados tipos. O dinheiro mandava para meus pais na roça e dizia que tinha conseguido um emprego muito bom como secretária em uma firma. Tudo mentira! Estava ‘secretariando’ era rola mesmo. Só que ainda achava pouco. O padrão de vida estava melhor. Já me vestia melhor e pude dar um trato no visual, que deixava os caras com muito tesão e até as lésbicas, que atendia sem problemas. Sempre fui uma mulher muito prática e sem preconceitos. Dinheiro na mão, calcinha no chão. Só que eu queria mais”, desabafa.

Porém, Antônia jamais imaginaria que seu destino daria uma guinada de 360 graus quando foi chamada para atender um cliente que passaria na porta de sua casa em um carro luxuoso. Naquela época, morava em uma pequena kitnet no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus. “Tive até vergonha do local onde morava, muito humilde. Mas ele disse que gostado do meu anúncio – eu fazia anal, oral e dupla penetração – e que não tinha importância. Viria onde eu estivesse”, relata.

Príncipe encantado

“Não acreditei quando esse homem saiu daquele carro maravilhoso. Alto, branco, dos olhos azuis, nariz afilado, corpo talhado de deus grego, de aproximadamente 1,90m. Parecia um Alain Delon [ator de rara beleza que fez muito sucesso nos cinemas] e muito bem vestido em um terno italiano preto com gravata vermelha. Era jovem, de uns 30 anos. Confesso que meu ‘piriquito’ piscou na hora. Ia cobrar alto pelo programa”, disse Antônia, quando o cliente chegou para buscá-la na porta de sua residência, mais bonito que modelo em comercial de perfume caro.

Na ida até um motel de alto padrão da capital amazonense, ela percebeu que o homem não era somente “gostoso”, como classificou, mas riquíssimo. “Meu Deus, estava encantada. Educado, bonito e uma maleta pesada que parecia ‘recheada’ de dinheiro”, diz a mulher.

Desencanto

Antônia Bittar conhecia bem os motéis de Manaus e afirmou que este era o quarto mais luxuoso em que já havia entrado com alguém. Os lençóis da cama eram de linho puro, as luminárias caríssimas, com direito a serviço de quarto de alto nível. “Ele ainda me levou em seus braços para dentro do quarto. Me colocou com todo cuidado na cama. Jamais nenhum macho tinha me tratado dessa forma. Eram todos ‘escrotos’. Até que olha no fundo dos meus olhos e diz: ‘Tira essa roupa, minha gatinha. Quero sentir essa pele de deusa e ainda quero beijos’. Porra, eu era puta e evitava beijar. Mas senti que esse daí eu devia. Afinal, não tinha aliança nenhuma no dedo dele”, relata.

Só que o mundo da mulher iria virar de ponta-cabeça. “Ao ver aquele homem tirando a roupa e com um corpo maravilhoso, quis tirar as calças dele com os dentes. Quando retirei a calça e ele ficou só de cueca, senti meu tesão baixar na hora”, fala, cabisbaixa.

“Rato morto”

O cheiro parecia uma mistura de “rato morto” com um “pirarucu” – peixe típico da Amazônia – no sol por três dias seguidos. Antônia Bittar diz que sentiu seu estômago “embrulhar” e os pelos do nariz caírem, enquanto aquele odor apodrecido e forte empestava todo o quarto.

“Meu Deus! Ele ainda abaixou as calças, revelando um pau do tamanho do meu dedo mindinho. Pequeno, fino e que se escondia entre uma ‘mata’ infinita de pentelhos pretos, todos desgrenhados. Era como ver a foto daquele desenho ‘Capitão Caverna’ na minha frente”, fala aterrorizada.

O terror da mulher se tornaria ainda mais intenso após o empresário fazer um pedido que parecia comum na profissão da então garota de programa, mas que fez sua pressão arterial “cair” na hora.

“Ele gritou: ‘Vai, meu amor, chupa meu pau!’. Juro por tudo que é mais sagrado, nesse momento senti minha pressão baixar. Só de ficar perto do cara já estava me dando vontade de vomitar. Imagina meter ‘aquilo’ na boca”, comenta.

Caindo de boca

A maneira como Antônia reagia ao pedido do homem deixava claro que ela tinha mudado completamente de ideia em relação a manter relações sexuais com ele.

“Até que ele foi na maleta que tinha trazido para dentro do quarto, abriu e tirou um ‘rolo’ de notas, jogando em cima da cama. ‘Conta, gatinha’, ele me disse. Tinha lá 5 mil dólares. Não era brincadeira, papai. Era dólar! Nesse momento, pensei realmente em fazer algo”, disse.

Antônia afirma que poderia ser tudo, menos “mulher que perde oportunidades”.

“Tampei o nariz para não sentir o cheiro e meti a cara no meio daquela ‘mata’. Senti aquilo podre na minha boca. Era como chupar um ‘pincel’ fino que foi passado num queijo podre. Ele fazia um movimento de vai e vem constante. Quando endureceu, parecia que eu estava com meu próprio dedo mindinho na boca e que tinha metido ele em merda. Veio a vontade de vomitar, mas segurei até o fim”, relata.

Com a boca inebriada por aquela “caatinga” terrível, a mulher conta que, agora, ele pediria algo mais audacioso.

“Pediu meu ‘piriquito’! Ainda puxou mais 5 mil dólares. Abri as pernas e disse comigo mesma: ‘Antônia, vai firme que você aguenta’”, pensou naquele momento.

A proposta

Foto: ilustrativa / Chatgpt.

Ao chegar em casa, a mulher disse ter feito uma higienização completa. Lavou as partes íntimas, passou enxaguante bucal, mas o odor permaneceria por uns dois dias. O mais importante, refletiu, é que estava com 10 mil dólares no bolso e nunca mais veria a dita “criatura” que se tornou um pesadelo.

Aquele dinheiro foi abençoado em sua vida.

“Comprei todos os móveis para casa. Fui a médicos — afinal de contas, a ‘tabaca’ e a boca estavam ‘podres’ — e comprei até um carrinho popular. O resto, guardei numa poupança”, contou.

Mesmo assim, mal sabia Antônia que, em pouco tempo, seu telefone tocaria novamente.

“Naquela época, o número era fixo. Não tinha esse negócio de identificador de chamadas. Quando atendi, era ele novamente. Dessa vez, com uma proposta que me deixou de queixo caído! Queria casar comigo, dizia que me daria de tudo. Não precisava mais desse sacrifício de vida. Ele nem imaginava que sacrifício era ir para a cama com um homem tão imundo”, desabafa.

Trauma

A conversa no telefone foi longa. Antônia procurou ser direta e disse que poderia até pensar em sua proposta, mas foi sincera em relação a tudo que ocorreu.

“E ele abriu o jogo também! Disse que há 10 anos não lavava o cacete porque tinha um trauma de infância: medo de água. Pode uma loucura dessas? E mais! Me confidenciou que tentou diversas vezes manter relações sexuais com outras mulheres, mas sempre zombavam do tamanho do pênis dele e falavam do cheiro insuportável. Quando eu encarei a parada — mal sabe ele que foi pelo dinheiro —, ele ‘viu’ que tinha encontrado a mulher da vida dele”, disse.

A jovem Antônia Bittar recebeu o prazo de uma semana para pensar se aceitaria a proposta do rico empresário, morador de uma mansão milionária em um condomínio de luxo na Ponta Negra, em Manaus, ou continuaria fazendo programas sexuais que não estavam rendendo tanto quanto queria e permanecer pobre.

“Pensei em tudo! Nas noites que teria de aguentar esse homem e o pau podre dele; no piolho (o chato), que vi saindo dos pentelhos, e tudo mais. Só que meus pais também precisavam de ajuda”, confessou.

Casório

Enfim, a força do dinheiro falou mais alto. Antônia trouxe os pais do interior e venderam a roça. O casamento teve tudo do mais caro, com convidados de alto nível, que jamais poderiam imaginar o sacrifício que ela enfrentaria, já que o agora marido não suportava a ideia de se depilar ou lavar as partes íntimas.

Antônia, de tanto chupar a “podridão”, ficaria com um bafo de “lascar”. /Foto: ilustração – Chatgpt.

“Foram 32 anos casada com esse homem e adquiri um mau hálito crônico que nem bêbado aguentava ficar perto. Também tratei várias vezes da buceta. Porém, fiquei rica como nunca sonhei”, disse.

Com o tempo, o marido rico e do “pau podre” teve um ataque cardíaco. Ela herdou com toda a fortuna, as empresas e morando na cinematográfica casa, sozinha.

Hoje, em 2026, ao desabafar esse segredo à repórter Lady Galinha, a ave do povo, Antônia Bittar só tem um arrependimento.

“Não me casei por amor. Casei totalmente por interesse. Não sei o que é sentir algo por alguém de verdade e tive muito que tratar a boca e a vagina”, finaliza.

E você, teria coragem de fazer o mesmo “sacrifício” que a empresária Antônia Bittar? Conta para a coluna da tia Lady Galinha!

*Nome usado para preservar a identidade de nossa personagem.

*Reportagem: Lady Galinha, a ave do povo.

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  • Lady Galinha

    Lady Galinha, a ave do povo, é colunista de "Portal do Carlos Araújo". É blogueira e doida, além de não binária.

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