Mulher afirma que conversava com calango por telepatia no AM: “Mandou eu me prostituir”, disse

Manaus (AM) – A dona de casa, Marinildes Maia *, 65 anos, morou muitos anos no bairro Vila da Prata, zona Oeste da capital amazonense e procurou a repórter Lady Galinha, para relevar uma história inusitada! Ela afirma, categoricamente, que foi convencida por uma lagarto, um calango, como ela chama, a largar o marido e ganhar dinheiro fazendo serviços de natureza sexual, com os quais – segundo ela – ficou “bem na foto”!

De acordo com Marinildes, que diz ter vindo de uma tradicional família cristã brasileira, manauara e interiorana, por volta dos anos 2000, ainda vivia com o marido, Etêvaldo *, que “morava” mais em bares do que em casa. “Era uma vida de muita solidão. Principalmente, porque foi um casamento sem amor. Naqueles tempos, passava muita fome no interior. Me casei pela necessidade, para fugir da pobreza em que vivia num pequeno vilarejo e vim para Manaus, achando que tudo iria mudar. No começo, foram as mil maravilhas. Mas percebi que ele só queria uma empregada doméstica. Trabalhava no Distrito e não deixava eu trabalhar. Minha sorte é que eu não podia ter filhos e ele era broxa”, detalha.

Sem ter ninguém para conversar e um marido ausente, Marinildes distraia a mente cuidando da casa e varrendo o quintal. “Esse [ o quintal] dava de fundos pra uma área de mata. As vezes, fumava. Acendia um cigarro, me sentava numa pedra e ficava pensando. Etêvaldo só chegaria altas horas da noite. Bêbado!”, disse.

Um novo amigo

Os dias se passavam e a mulher relata que a vida não mudava. Varrer e servir de “empregada” parecia ter virado rotina. “Estava farta disso. Devido ao calor, decidi que iria para o quintal pegar um ar e fumar. Como estava sozinha em casa, tirei a blusa e me sentei na pedra de sempre. Foi quando vi, de longe, um animal bem pequeno, caído. Me aproximei e vi que se tratava de um calango meio esverdeado, um pouco maior que a palma da minha mão”.

Porém, a experiência que Marinildes viveria naquele momento, mudaria sua vida para sempre. “De repente, o calango abriu os olhos, ficou me olhando fixamente. Dentro da minha mente, eu ouvi uma voz masculina falando: – Nossa, belos peitos”, conta.

Por um momento, a dona de casa entrou em total desespero. “Só podia estar ficando louca! Um calango falando no meu pensamento?”, lembra. O susto foi tão grande, que Marinildes desmaiou e ficou desacordada no chão do quintal por quase duas horas. “Já acordei e esse animal continuava me olhando e o pior, perguntou ‘se eu estava bem’? A voz dele entrava no meu pensamento”.

Daquele momento em diante, a mulher resolveu que o segredo de que o calango falava em seu pensamento deveria permanecer só com ela. “Há princípio, pensei em contar para todo mundo, mas poderiam pensar que eu era alguma doida”, afirma.

Marinildes afirma que conversava com um calango por telepatia e este passou a ser seu grande amigo, Harry. / Foto: Ilustração – Chatgpt.

Conselhos

O calango que a dona de casa passou a chamar de Harry, ficava dentro da residência e era alimentado com leite, no conta gotas e pedaços de pão. Aos poucos, Marinildes disse que o novo “amigo” dava sugestões sobre sua vida pessoal. “Harry era muito exigente quanto as coisas que eu vestia. Uma vez, disse para eu me maquiar, levantar a autoestima e ficar bonita. Disse, ainda, que meu marido não me merecia”, relata.

Agora, Marinildes passava a se arrumar, ao ponto do marido, Etêvaldo, perceber a diferença no comportamento da mulher. “Queria até me agarrar, mas eu não tinha mais nenhum desejo por aquele homem. Sempre inventava uma dor de cabeça”. A própria mulher não acreditava que conversava por telepatia, segundo ela, com um calango. “Sentava sempre no quintal com ele, na hora do meu ‘cigarrinho’, dava comida e ele começava a se comunicar. Um belo dia, desabafei e disse ‘Harry, esse casamento já encheu o saco’, fora que é só gasto de dinheiro. Gente, ele balançou o rabo e disse por telepatia ‘e porque você não faz programa?'”

Caindo na putaria

O primeiro cliente, Marinildes disse nunca ter esquecido. “Naquela tempo, sob a sugestão de Harry, coloquei um anuncio no jornal que dizia ‘Casada, safada e gulosa, de meia idade, realiza todos os seus desejos. Segredo absoluto e preços acessíveis. Ainda coloquei que dava o c*”, relata.

Tudo era feito escondido de Etêvaldo. Ainda na primeira aventura, a agora profissional do sexo estreante, Marinildes “Boca de Mel”, colocou o calango na bolsa e foi se encontrar com o cliente, um homem de, aproximadamente, 25 anos, que gostava de mulheres mais velhas. “Fomos para um famoso motel de Manaus. Harry na bolsa! Quando comecei a tirar a roupa, o calango tirou a cara pra fora e disse ‘Vai, senta bem gostoso e não esqueça de dar o c*'”, disse Marinildes.

Ao todo, Marinildes estava ganhando altas somas com os programas, pois Harry aconselhava que ela não fizesse programas com ‘pobres’ como ele se referia. Foram mais de sessenta clientes nos dois primeiros meses. “Sempre era da mesma forma. Ia pra motéis de luxo, passava no banco na volta – depositava a grana – e chegava em casa. Todas as orientações, até as posições sexuais que deixariam os caras doidos, Harry que dava o comando, pois sempre ia escondido na bolsa. Um cliente indicada sempre uma amigo safado e com grana”, relata.

Ponta pé

Os anos foram se passando e, após 10 anos de casamento, Marinildes já tinha uma alta soma em dinheiro guardada. O marido, de acordo com a mulher, jamais soube que era o maior corno na rua. “Harry disse pra eu fazer uma poupança bem ‘gorda’. Depois de dez anos dando o ‘xibil’ muito bem dado e cobrando, só no mais barato, R$: 600,00, por quinze minutos, tinha muita grana nessa conta”, afirma.

A desculpa para enganar Etêvaldo é de que ela fazia campanhas de “libertação” na igreja, de tarde. “Ele nem desconfiava. Só queria viver em bar, mesmo. Eu não estava nem aí com esse merda. Sentei em tantos homens gostosos, tantas rolas de boa qualidade, que só queria uma desculpa pra sair fora”, contou Marinildes.

Ainda de acordo com a mulher, Harry, que parecia ter poderes adivinhatórios, deu a solução para que ela saísse fora do casamento. “Ele gritou ‘Vai no bar agora, que você vai descobrir um segredo bem ‘cabeludo’ do seu marido e vai ser a chance de cair fora'”, detalha.

Quando chegou no referido bar, na Av. Brasil, zona Oeste de Manaus, Mariniles foi informada de que o marido havia entrado no banheiro com seu Raimundo, o dono do estabelecimento. “Não quis nem saber se era o masculino, fui logo entrando. Rapaz, eu quase caiu pra trás. Etêvaldo ajoelhado, pagando um boquete pro seu Raimundo, o dono do boteco”, fala espantada.

O “carinho” no banheiro, descobriria que foi para ganhar uma grade de cervejas. Com a “faca e o queijo” em mãos, ela revela que retornou para casa, arrumou as coisas e deu no “pé”. “Só peguei um taxi, coloquei a mala dentro e nem olhei para trás. Ele ainda me procurou por dois anos, mas foda-se. Meu Harry, claro, na bolsa”, contou.

Adeus Harry

A economia de tantos anos na prostituição orientada, de acordo com Marinildes, por Harry havia sido muito rentável. Morando sozinha após comprar uma vila de kitinetes no bairro Tarumã, também em Manaus, viveria agora da renda de alugueis. No entanto, algo partiu o coração de Marinildes. “Meu calango, meu mestre, meu orientador e amigo de tantos anos estava muito doente. Afinal, tinha mais de dez anos que Harry estava comigo, escondido, me ajudando em tudo. Ele só virou a cabeça pra mim, numa bela manhã e disse por telepatia ‘Nunca esqueça seu amigo'”.

Com a morte do calango, Marinildes enfrentou um duro processo de luto, mas afirma ter ficado muito bem de vida. “Obrigada por tudo, Harry. Onde você estiver, obrigada. Hoje, quando sento para fumar meu cigarro, lembro de você e toda nossa amizade”, finalizou.

*Uma reportagem original Lady Galinha – ao reproduzir, dar os créditos ao portal.

*Nomes usados para preservar a identidade da personagem.

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Lady Galinha

Lady Galinha, a ave do povo, é colunista de "Portal do Carlos Araújo". É blogueira e doida, além de não binária.

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