Polêmica: conheça caso de abdução em MG, com “direito” a sexo com ET

Antes mesmo do popular ET de Varginha, caso Villas Boas chocou Minas Gerais

Muito antes de o ET de Varginha ganhar projeção no Brasil e no exterior, Minas Gerais já havia sido palco de um dos relatos ufológicos mais controversos do país. O episódio, ocorrido em 1957, envolve uma suposta abdução extraterrestre — apontada por ufólogos como a primeira registrada no Brasil — e até um relato de relação sexual com uma alienígena. No centro da história está Antônio Villas Boas, então um jovem agricultor da cidade de São Francisco de Sales, no Triângulo Mineiro.

Segundo o próprio Antônio, tudo começou na noite de 5 de outubro de 1957. Por causa do calor intenso, ele abriu a janela do quarto e, ao lado do irmão, observou uma forte luz branca no céu. Sem dar muita importância, os dois voltaram a dormir. Horas depois, ao acordar, Antônio percebeu que a luz permanecia no mesmo lugar e, assustado, decidiu fechar a janela.

Nenhum outro fato chamou atenção até a noite de 14 de outubro, quando a luz misteriosa voltou a aparecer. Dois dias depois, já na madrugada de 16 de outubro, Antônio trabalhava sozinho na lavoura — ele preferia cuidar da plantação à noite, por ser mais fresco — quando, segundo seu relato, avistou uma luz avermelhada intensa, a cerca de 50 metros acima de sua cabeça.

Antônio Villas Boas — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A claridade, disse ele à época, vinha de uma nave em formato de ovo alongado, com estruturas metálicas semelhantes a suportes de pouso. Ao tentar fugir, o trator não funcionou. Em seguida, Antônio afirmou ter sido dominado pelos ocupantes do objeto e levado para dentro da nave.

Os supostos seres extraterrestres seriam baixos, vestiam roupas cinzas coladas ao corpo, usavam capacetes até a altura do nariz e se comunicavam em uma língua incompreensível. O interior da nave, descreveu o agricultor, era totalmente metalizado, e os seres não demonstravam agressividade.

De acordo com o relato, a situação teria tomado um rumo ainda mais inusitado quando Antônio foi despido e uma alienígena nua entrou no ambiente. Ele a descreveu como extremamente bonita, com traços físicos que não pareciam humanos. O local, segundo ele, foi tomado por uma espécie de fumaça com efeito afrodisíaco, e os dois teriam mantido relação sexual. Após o encontro, a mulher teria feito gestos apontando para o próprio ventre e depois para o céu, o que Antônio interpretou como uma possível inseminação para reprodução da espécie.

Foto: Revista UFO

Depois disso, ele afirmou ter sido deixado do lado de fora da nave. Antônio contou que tentou pegar algum objeto como prova do ocorrido, mas foi impedido pelos supostos ETs. Não há provas concretas da abdução. O principal indício apontado por ele eram marcas no queixo, que teriam surgido após os seres conectarem um equipamento ao seu rosto com tubos e ventosas. Meses depois, um médico constatou a presença de manchas hipercrômicas na região.

O caso ganhou repercussão internacional por diversos motivos: é considerado o primeiro relato moderno de abdução extraterrestre com contato sexual, ocorreu antes de histórias semelhantes se popularizarem no mundo e porque Antônio Villas Boas manteve a mesma versão até o fim da vida. Ele nunca lucraria com o episódio, formou-se em Direito e passou a viver longe dos holofotes. Antônio morreu em 17 de janeiro de 1991, em Uberaba (MG), vítima de aneurisma.

Reportagem da época sobre o caso; numa das imagens, Antônio é examinado por médico — Foto: Reprodução

Apesar da fama, o episódio sempre foi alvo de críticas e ceticismo. Especialistas levantam hipóteses como alucinações causadas por exaustãoparalisia do sono ou construções psicológicas simbólicas. Cientistas ressaltam que não existe comprovação material de que o caso envolveu, de fato, seres extraterrestres. Ainda assim, a história segue como um dos casos mais emblemáticos da ufologia brasileira.

*Com informações do Mais Goiás / Reportagem: Fabrício Moretti

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Carlos Eduardo Araújo é jornalista, radialista (locutor), líder comunitário, ativista social, diretor de comunicação da Central Única das Comunidades do Estado do Amazonas e pós - graduando em gestão pública.

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