O finado ex-governador de Minas Gerais, o saudoso Magalhães Pinto, já dizia: “Política é como nuvem. Você olha, e ela está de um jeito. Olha de novo, e ela já mudou”. Dito isto, o advogado- geral da união, Jorge Messias, pode dizer “adeus” a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação dele ao cargo de ministro da corte foi rejeitada pelo Senado por 42 votos contra e 34 favoráveis, na noite desta quarta-feira (29/04).
Agora, a indicação foi arquivada e Messias sai “chupando o dedo”. O advogado precisava de, no mínimo, 41 votos dos 81 senadores.
A rejeição é considerada histórica, considerando ser a primeira vez, em 130 anos, que um indicado pelo Governo [Federal] “cai do cavalo”, desse jeito. O fato não ocorre desde 1894, durante o governo do Marechal Floriano Peixoto.
O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB), ex-presidente do Senado está, possivelmente, descartado pelos governistas, devido o parlamentar concorrer ao governo de Minas Gerais nestas eleições.
A sessão que rejeitou o nome de Jorge Messias foi encerrada às 19h15, horário de Brasília, pelo presidente da casa legislativa, David Alcolumbre (União -AP). Alcolumbre disse que só irá avaliar uma nova indicação do presidente Lula ao STF, após às Eleições.
Avaliação
Jorge Messias vinha falando em decisões não monocráticas e apostando na questão da colegialidade – quando as decisões da Corte devam ser tomadas em colegiado – em seu discurso, sem “peitar” diretamente o Congresso Nacional. Mesmo assim, especialistas em política afirmam que a derrota de Messias seria um recado ao STF.
Nomes de bastidores garantem que a atuação do senador David Alcolumbre foi decisiva, com alguns votos da direita, para este resultado.
Antes da histórica derrota, os parlamentares tinham aprovado indicações para vagas do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Conselho Nacional de Justiça, dentre outras.
Jorge Messias foi indicado pelo presidente Lula, há cinco meses. A mensagem oficial (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. O processo seria para substituir o ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada do Supremo e deixou o tribunal em outubro de 2025.
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