Em cerimônia conduzida pela Central Única das Comunidades do Estado do Amazonas (CUC/AM), diretoria de comunidade em Manaus legaliza atuação
Manaus (AM) – Um sonho dos moradores da comunidade Terra Prometida Leão de Judá, no bairro Lago Azul, zona Norte de Manaus, tornou-se realidade. Eles conseguiram, finalmente, constituir a associação de moradores do local, com o objetivo de conquistar melhorias para os 2 mil residentes do local.
A diretoria da Associação de Moradores Terra Prometida Leão de Judá (AMTP), tomou posse, recentemente, em uma solenidade que reuniu a comunidade e conduzida pela diretoria da Central Única das Comunidades do Estado do Amazonas (CUC/AM) – federação criada há 30 anos e que dá suporte a lideres comunitários e associações – prometendo que, agora, as pautas prioritárias são conseguir o asfalto e a luz.
Além disso, a cerimônia de posse foi aprovada por cem por cento dos moradores cadastrados e que assinaram ata de comparecimento a reunião, que ocorreu na rua Leão de Judá, sede da recém criada AMTP.
Ao conduzir a posse, a presidente da CUC, professora Mara Santos, destacou a importância da comunidade Terra Prometida Leão de Judá constituir uma associação, de os moradores contribuírem com o trabalho da diretoria da nova entidade e que a Central [Única das Comunidades] segue firme no proposito de colaborar para que os benefícios cheguem aos moradores. “Quando uma comunidade começa a se organizar, não começa asfaltada, com água e luz. Muitas vezes, começa como a ‘Terra Prometida’ está, no barro e enfrentando todas essas dificuldades. Aí é que entra o papel da associação e este vai ser o papel da diretoria dela, mas com a colaboração de todos os moradores, dos associados”, explicou.

Além disso, Mara Santos lembrou o valor legal da constituição de uma associação, no sentido de possibilitar os moradores a pleitearem infraestrutura e o próprio asfalto na comunidade. “Vocês estão legalizados para poder cobrar as coisas. Judicialmente, até”, afirma. Na ocasião, a presidente da CUC foi acompanhada dos diretores Alberto Carvalho, Helrima Silva e Carlos Araújo.
Compromisso
Quem tomou posse, disse que a meta é botar a mão na massa. A presidente da AMTP, Jéssica Cardoso, 34 anos, quer a legalização da área. “Correr atrás dela [legalização] e vamos lutar pelo asfalto, energia e água. Como se pode observar, a entrada da comunidade é um verdadeiro lamaçal. Carros não entram na chuva e, se chover, agora, ninguém sai de automóvel. Todo mundo vai a pé. Porém, tivemos algumas eleições! A comunidade tem suas largas abertas. Não temos becos, nem vielas, nem casas por cima umas das outras. Tudo é bem organizado e estamos abertos a visitação”, disse.
O vice – presidente da AMTP, Ramon Pureza, 25 anos, recorda desde o primeiro momento em que nasceu a comunidade Terra Prometida Leão de Judá. “Estamos aqui, desde o começo, lutando para ajudar essas famílias. Além disso, temos muitos idosos e cadeirantes”, pontua.
Outra que é fundadora da “Terra Prometida” e do quadro da diretoria executiva da Associação é Glaucineide Rosas, de 41 anos. Para ela, que ajudou a desbravar a densa mata no local, ter a AMTP constituída é uma verdadeira vitória. “Vitória, mesmo! Andava mesmo aqui, quando tudo era só mata. Tínhamos somente um barracão grande para nos abrigar [moradores fundadores] e hoje vamos conquistar muito mais”, comemorou.

Fiscalização
Quem conhece a constituição de um estatuto, sabe da importância de fiscalização nos atos da diretoria executiva. O presidente do Conselho Fiscal da AMTP, Harry Malheiros, 40 anos, disse que vai cumprir seu papel, junto com os colegas do Conselho. “Mesmo assim, acredito no trabalho dessa diretoria. As pessoas viviam aqui com medo de serem despejadas e vamos continuar batalhando por nossa regularização [da terra]. Creio que todos aqui, Conselho Fiscal e Diretoria Executiva, tem compromisso com o bem da comunidade”, explicou.
Acompanhe mais registros:





Reportagem: Carlos Araújo – diretor de comunicação da CUC.
Leia mais:
Governador interino Roberto Cidade forma 60 oficiais da PMAM
Mulheres em tratamento de lesões pré-malignas do colo do útero podem se vacinar contra o HPV







